Os sintomas que surgem na menopausa são marcantes na vida das mulheres. Pois, este é um evento inevitável que ocorre devido ao esgotamento dos óvulos e o consequente fim dos ciclos ovulatórios, caracterizando a transição entre a idade fértil e a última menstruação.

O nome dado ao ciclo após a menopausa (última menstruação) é climatério. Ou seja, após a última menstruação a mulher não estará na menopausa e sim no climatério.

Geralmente, quando as pessoas dizem “sintomas da menopausa” elas estão, na verdade, se referindo ao grupo de sinais e sintomas físicos e emocionais que ocorrem, habitualmente, no período da perimenopausa e durante o restante do climatério.

A perimenopausa é a fase na qual o corpo da mulher passa por uma série de alterações fisiológicas que podem afetar a sua qualidade de vida. O principal é a redução nos níveis de estrogênio que ocorrem porque os ovários começam a entrar em falência.

De acordo com médicos ginicologistas, este período é caracterizado por ciclos menstruais irregulares e marcantes flutuações hormonais, muitas vezes acompanhados por ondas de calor, distúrbios do sono, alterações do humor e secura vaginal. Além disso, as mudanças na gordura corporal e a perda de massa óssea típicas do climatério causam grande impacto para a saúde a longo prazo.

SINTOMAS DA MENOPAUSA

Ondas de Calor

Conhecidas como fogacho ou afrontamento, as ondas intensas de calor são o sintoma mais comum da menopausa, ocorrendo em mais de 80% das mulheres. Na maioria das vezes, essa é a forma com que a mulher entende por estar entrando na menopausa.

Essa sensação é causados pela redução da produção de estrogênio, o que provoca uma desregulação do termostato normal do corpo. Os afrontamentos iniciam-se no período pré-menopausa e costumam durar até 2 anos após a menopausa.

A frequência dos afrontamentos varia, desde apenas 1 ou 2 episódios por dia até dezenas de episódios ao longo das 24 horas. As ondas de calor são particularmente comuns à noite e ocorrem, geralmente, na região do tórax e pescoço.

Suores

A sudorese acontece geralmente na parte da noite, provocando uma intensa sudorese durante o período do sono. Em muitos casos, esses afrontamentos noturnos atrapalham o sono e agravam os sintomas de cansaço e irritação da perimenopausa.

O consumo de bebidas alcoólicas durante o dia e um quarto mal ventilado colaboraram para o agravamento desses fatores durante a noite.

Distúrbios do Sono

A insônia pode surgir até 7 anos antes da menopausa e costuma se agravar no último ano da pré-menopausa. Mulheres ansiosas ou deprimidas costumam ser aquelas com maior dificuldade para dormir.

Menstruação Irregular

Alterações do período menstrual podem ocorrer antes mesmo da mulher entrar no período pré-menopausa. Inicialmente as alterações são sutis e incluem mudanças na intensidade do sangramento e encurtamento do ciclo.

Conforme a menopausa vai se aproximando, as alterações menstruais se tornam mais óbvias. O ciclo agora passa a ser irregular e torna-se mais longo, podendo durar 40 a 50 dias. O volume menstrual se altera e escapes podem ocorrer no meio do ciclo. A menstruação vai se tornando cada vez mais irregular, até desaparecer.

Depressão

Mulheres na pré-menopausa têm 2,5 vezes mais chances de entrar em depressão do que em outras fases da vida. O risco é ainda maior naquelas que têm severos sintomas da pré-menopausa, principalmente calor excessivo e distúrbios do sono. A depressão também pode ocorrer em mulheres que se veem aproximando-se da menopausa e ainda desejam engravidar.

Acredita-se que a redução dos níveis de estrogênio, associada aos sintomas incômodos da pré-menopausa e ao fato da mulher reconhecer que está envelhecendo, colaborem para uma maior incidência de depressão neste período. Após o primeiro ano de climatério, o risco de depressão começa a cair.

Ansiedade

A ansiedade durante a perimenopausa é provavelmente causada pela queda nos níveis de estrogênio circulantes no corpo, o que reduz a produção de neurotransmissores responsáveis pela regulação do humor, como a serotonina e a dopamina. Desta forma, durante um único dia, a mulher pode alternar entre euforia, raiva e tristeza, sem haver motivo aparente.

Secura Vaginal

O revestimento da vagina é composto por tecidos dependentes de estrogênio. A falta de estrogênio que ocorre na menopausa resultando em atrofia da vagina e sintomas de secura vaginal, coceira e dor durante o ato sexual (chamada de dispareunia).

Redução da Libido

As alterações hormonais típicas da menopausa são as responsáveis pela redução da libido na mulher. Da mesma forma que a própria secura vaginal pode tornar o ato sexual doloroso, o que, aliado a uma redução do aporte de sangue para a região vaginal e vulvar pela deficiência de estrogênio, pode reduzir a capacidade da mulher de ter prazer com o sexo.

Memória Fraca

Na perimenopausa, as mulheres podem começar a ter lapsos de memória de curto prazo, tornando-se mais comuns esquecimentos triviais, tais como onde guardou a chaves, aniversários de amigos e datas de reuniões.

Dificuldade de Concentração

As alterações dos níveis de estrogênio causam alterações na capacidade de concentração das mulheres na perimenopausa. Além disso, os outros sintomas da menopausa, como insônia, cansaço, ansiedade, fogachos, etc, também colaboram para uma menor capacidade de se focar nos estudos ou no trabalho.

Dor nas Articulações

A saúde das articulações, tendões, ligamentos e músculos também sofre com a queda dos níveis de estrogênio. Cerca de 60% das mulheres na pré-menopausa queixam-se de dores articulares. Mulheres obesas ou com sobrepeso são as que mais têm problemas.

Pele Seca

A redução dos níveis de estrogênios está relacionada a uma queda na produção de colágeno, que é a substância que mantém a pele firme e com boa aparência, deixando a pele fina, mais seca e mais descamativa.

Queda de Cabelo

A saúde do cabelo das mulheres também está intimamente ligada aos níveis de estrogênio e colágeno. Na perimenopausa, a mulher começa a notar que a qualidade do seu cabelo se altera, tornando-se mais seco, quebradiço e caindo com mais facilidade. Essa situação tende a ser agravar no climatério.

Unhas Fracas

Assim como a pele e o cabelo, a saúde das unhas também sofre com a redução dos níveis de estrogênio. Na perimenopausa, as unhas começam a ficar mais ressecadas e fracas, podendo quebrar com facilidade.

Cansaço

O cansaço, a falta de energia e a pouca disposição para eventos do dia-a-dia também são extremamente comuns antes da menopausa. Eles ocorrem não só pelos desequilíbrios hormonais, mas também pelas alterações de humor e pela falta de sono. Em geral, o cansaço melhora na fase do climatério.

Ganho de Peso

O metabolismo e a forma como o corpo armazena gordura se alteram com a redução dos níveis de estrogênio. O gasto calórico basal do corpo diminui, fazendo com que seja mais fácil engordar com menos calorias. Além disso, o corpo passa a ter um padrão de acúmulo de gordura mais parecido com os homens, com mais deposição de gordura na barriga e ao redor da cintura.

Dores

Dor de cabeça e dores nas mamas são comuns. Existe um tipo de enxaqueca que está relacionada ao período menstrual, ocorrendo de forma cíclica todo o mês, logo antes da menstruação descer. As mulheres que têm esse tipo de dor de cabeça podem notar um agravamento da mesma quando entram na pré-menopausa.

Mesmo mulheres que nunca tiveram dor de cabeça relacionada à menstruação podem passar a tê-la na perimenopausa.

Palpitações

Conforme a menopausa se aproxima, palpitações e sensação de batimentos cardíacos alterados vão se tornando comuns. Habitualmente, não há motivos para preocupação e as palpitações somem no climatério.

Infecção Urinária

Assim como ocorre com a vagina, a uretra, canal que transporta a urina vinda da bexiga, é revestida por um tecido muito sensível ao estrogênio. Durante a pré-menopausa ela torna-se mais fina, ressecada, menos elástica e mais irritável, facilitando a invasão por bactérias.

Pelos Faciais

Na perimenopausa as relações entre os níveis de estrogênio (hormônio feminino) e androgênios (hormônio masculino) se alteram. Toda mulher  produz pequenas quantidades de androgênios durante a vida, cujo os efeitos são bloqueados pelo estrogênio.  Conforme a menopausa se aproxima, os níveis de estrogênios caem e os de androgênios sobem.  Esse aumento dos hormônios masculinos podem provocar o aparecimento de pelos na face da mulher, principalmente no queixo.

Ossos Fracos

Conforme envelhecem,  os ossos vão se tornando mais fracos. Esse processo é bastante acelerado pela falta de estrogênios da menopausa, fazendo com que mulheres estejam muito mais sujeitas à osteoporose e fraturas, como a do colo do fêmur, do que os homens.

Desequilíbrio e Tonturas

Episódios súbitos de tonturas e perda do equilíbrio costumam se tornar mais frequentes na perimenopausa.

Sensação de Barriga Inchada

Uma sensação de barriga inchada ou distendida é comum no período perimenopausa. Mulheres que já apresentavam esse sintoma durante a sua menstruação costumam ser as que mais sofrem nesta fase.

Os sintomas e a sua intensidade variam de mulher para mulher: Enquanto algumas não apresentam sintomas, outras queixam-se de forma exagerada.

A idade da menopausa também varia de uma mulher para outra. Em média, ela ocorre perto dos 50 anos, mas há mulheres que iniciam a menopausa antes dos 40 e há quem passe por ela depois dos 52 e isto vai depender da genética e do estilo de vida da mulher.

Diagnóstico da menopausa

O diagnóstico da menopausa é feito com base nos sintomas que a mulher apresenta e a sua principal característica é ficar sem menstruar por pelo menos 12 meses consecutivos. O médico também poderá solicitar a realização de um exame que verifica a taxa de FSH no sangue para comprovar a menopausa.

Tratamento para menopausa

O tratamento para menopausa é indicado para mulheres que manifestam sintomas muito intensos que comprometem sua vida profissional, familiar e afetiva. Ele pode ser feito com o uso de medicamentos receitados pelo ginecologista a base de estrogênio e progesterona, mas é contraindicado para mulheres que apresentam hipertensão descontrolada ou colesterol alto, neste caso, pode-se sugerir a suplementação com soja.

Reposição hormonal natural

A reposição hormonal natural pode ser feita com o consumo de:

  • Soja
  • Linhaça
  • Inhame
  • Amora

Outra forma de reposição natural é tomar um suplemento alimentar de Isoflavona de soja ou lecitina da soja que se compra em lojas de produtos naturais como o Mundo verde, por exemplo, mas sempre sob orientação médica.

Reposição hormonal sintética engorda?

São utilizados hormônios sintéticos semelhantes aos que o corpo da mulher sempre produziu, contudo, todos tendem a engordar à medida que envelhece e durante esta fase, é normal que haja um aumento de depósito de gordura na região abdominal, mas ela não se deve à toma destes medicamentos.

Contudo, as contra indicações da reposição hormonal incluem

  • Câncer de mama;
  • Câncer de endométrio;
  • Porfiria;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Ter tido um infarto ou AVC – acidente vascular cerebral;
  • Trombose venosa profunda;
  • Distúrbios da coagulação sanguínea;
  • Sangramento genital de causa desconhecida.

Para mulheres com útero aconselha-se estrogênio e progesterona, pois o uso isolado de estrogênio pode aumentar o risco de câncer de endométrio. O tempo de total de tratamento não deve exceder 5 anos pois também está relacionado ao aumento do risco de câncer de mama e de doenças cardiovasculares.

Fonte: www.mdsaude.com