Filha de 4 anos trincou a clavícula e teve de esperar seis dias do dia do acidente até conseguir a imobilização feita pelo médico; denúncia chegou à vereadora Chiara Ranieri (DEM)


A vereadora Chiara Ranieri (DEM) apresentou, durante Sessão da Câmara na última quinta-feira (7), a reclamação da empregada doméstica Cida Pereira, que enfrentou uma verdadeira via-crúcis com sua filha de 4 anos, Yasmim, em busca de atendimento na urgência infantil (ver vídeo abaixo).

Na sexta-feira (22/2), Cida foi buscar Yasmim na escola e recebeu a pequena com uma tipoia no braço – ela tinha caído de um brinquedo, reclamou de dor no braço e foi recomendado ficar em observação. 

Durante a madrugada de sábado (23), com a filha sentindo muita dor, Cida levou a criança à UPA do Bela Vista, onde está o Pronto Atendimento Infantil – o prédio na região central, que estava em reforma, abriga agora uma unidade de atendimento a casos graves de dengue. Lá, depois de um raio-X, constatou-se um problema na clavícula, mas era preciso passar pelo PS Central, unidade onde teria um ortopedista de plantão, para confirmar o diagnóstico.

Após espera de duas horas por conta da troca de plantão, Yasmim passou pelo ortopedista, que confirmou a clavícula trincada – que encaminhou a paciente para o Centro de Diagnósticos do PS Central, onde seria colocada uma imobilização no ombro. Cida e Yasmim voltaram ao PS Central na segunda-feira (25) e conseguiram o agendamento para o Centro de Diagnóstico apenas na quinta-feira (28) – neste dia, sim, ela passou por nova consulta, fez um novo raio-X e teve o ombro finalmente imobilizado.

Demora

Cida lamentou toda a demora para resolver o problema da filha.

“Ela reclamou de dor todos os dias… Se tivesse esse apoio [ortopedista, Centro de Diagnóstico] na UPA do Bela Vista, ela já teria o ombro imobilizado no sábado! Foi algo simples, nem precisou colocar gesso”, opina.

A mãe também lamentou o fechamento do Pronto Atendimento Infantil na área central da cidade, o que reduziria o número de deslocamentos. “Se você depende de ônibus na madrugada, como fica?”, questiona.

“Não é razoável uma criança que caiu na escola na sexta-feira e ter o tratamento, a imobilização, na quinta-feira da semana seguinte”, critica Chiara.

“E o Pronto Atendimento Infantil fechado há um ano, sem a reforma que foi prometida”, finaliza.  

 

Confira o depoimento de Cida Pereira sobre o atendimento prestado À sua filha, Yasmim

https://www.youtube.com/watch?v=PkRc7J0Qh5c

 

CURTAS DA SESSÃO

SEM AULAS 1

A vereadora Chiara Ranieri (DEM) criticou o fechamento das escolas municipais nos dias 7 e 8 de março, depois do feriado prolongado de Carnaval. Para Chiara, é um tempo muito longo para escolas e creches ficarem sem atividades, principalmente porque pais precisam trabalhar e, muitas vezes, não têm com quem deixar as crianças.  

SEM AULAS 2

Chiara também se mostrou indignada porque, como justificativa para o fechamento no dia 8, foi informado que diretores e professores iriam fazer o planejamento escolar do ano.

“Estamos fazendo planejamento do ano em março?”, criticou.

“Fizemos uma alteração de Estatuto a pedido da própria Secretaria de Educação justamente para que o planejamento pudesse ser feito em janeiro”, lembrou.

 

Da Assessoria