Vereadora se posiciona sobre polêmica da CEI para a ETE Vargem Limpa

 

A assinatura da CEI (Comissão Especial de Inquérito) da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Vargem Limpa foi tema de quase todos os discursos dos vereadores na Sessão da Câmara desta segunda-feira (1º) – e a vereadora Chiara Ranieri (DEM) utilizou seu tempo de explicação pessoal para se posicionar sobre o caso.

Aliás, sobre o caso: o vereador Coronel Meira (PSB) fez um pedido de abertura de CEI para investigar a responsabilização sobre os projetos da ETE Vargem Limpa. São necessárias seis assinaturas para levar o pedido à votação no plenário. Até a Sessão desta segunda-feira (1º), quatro vereadores tinham assinado: o próprio Meira, Chiara, José Roberto Segalla (DEM) e Telma Gobbi (SD).

Os vereadores que não assinaram o pedido vêm recebendo críticas da imprensa e também nas redes sociais – o que esquentou o clima na Sessão, com discursos inflamados e acusações.

“Todo vereador tem autonomia para se posicionar a favor ou contra qualquer situação que seja apresentada – seja pelo Executivo, por outro colega vereador, pela opinião pública…”, explica Chiara. “Quer assinar, assina; não quer, não assina. E preste conta do seu mandato”, completa.

A vereadora demista justificou sua assinatura no pedido. “Eu assinei porque acredito que existem elementos para se abrir uma CEI. Alguém é responsável por esse projeto [da ETE] ter sido encaminhado, por esse projeto ter sido executado”, alerta. “Mas, em Bauru, não se pode falar em CEI. Gente, não estamos cassando prefeito…”, complementa.

Desrespeito

As acusações e as críticas dirigidas aos parlamentares que assinaram o pedido de CEI incomodaram Chiara.

“Tem colegas que usam essa Tribuna para falar o que quer e acham que estão falando com conhecimento de causa. Tem gente que sobe aqui para repetir o que está em rede social ou que alguém lhe diz que é para falar”, reclamou a demista.

E não parou por aí. “Tem vereador aqui que tem coragem de falar da Saúde e cobrar que vereadores se posicionem, mas nunca participou de uma reunião ou de uma audiência pública sobre o assunto”, critica Chiara. “Isso é ser vereador? Isso é querer respeito? Desse jeito, não estamos contribuindo em nada”, encerrou.

 

Da Assessoria